Novena da Festa de Santa Paula Frassinetti é celebrada com Reflexões de Irmãs de todo Brasil

Novena da Festa de Santa Paula Frassinetti é celebrada com Reflexões de Irmãs de todo Brasil

Para celebrar a Novena em preparação à Festa de Santa Paula, realizada no dia 12 de junho, Irmãs representando as comunidades do Norte, Nordeste e Sul, trouxeram reflexões de frases de Santa Paula Frassinetti, presentes na Novena. Os textos podem ser conferidos a seguir:

PRIMEIRO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. RITA SOUZA E COMUNIDADE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

“Não se afadigue, esteja tranqüila, tranqüila nas mãos de Deus, nosso bom Pai, que tudo pode e só quer o nosso maior bem.” – 232,3

Santa Paula, discípula fiel de Jesus Cristo, aprendeu com ele a abandonar-se inteiramente nas mãos de Deus.  Estar aos cuidados de Deus significa confiança e segurança nele; significa libertação das fadigas e tranquilidade diante das tribulações. Para Santa Paula, afadigamos quando não agimos conforme a vontade de Deus, conforme com o seu Reino de justiça. Nesse horizonte, encontramos muitos desafios. Mas, abandonadas nas mãos de Deus a cruz é suave e libertadora.

Para Santa Paula, estar tranquila nas mãos de Deus, exige um exercício contínuo de crescimento na fé e compromisso com a vida, centrada nele. Exige experiência do silêncio orante para conhecer a vontade de Deus.  Assim, nossa vida ganha sentido no que somos e testemunhamos, com coragem, pois “O Pai tudo pode e só quer o nosso bem”. Por que teríamos ainda fadiga?

SEGUNDO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. LUCIA CÂMARA E COMUNIDADE SANTA MARIA – PA

““Deus seja bendito e louvado por tudo, em especial pelas pequenas cruzes que nos manda. Oh, se fôssemos verdadeiramente fortes, de modo que nos pudesse mandar cruzes sobre cruzes!…” – 539,21

Agradecer as pequenas cruzes só é possível quando vemos nelas a mensagem de amor que Jesus nos deu no silencio eloquente do alto da Cruz, onde expressou a grandeza da sua doação e da sua entrega por nós.

Somente na contemplação amorosa do Crucificado somos capazes de aprender a reconhecer e acolher as oportunidades que possam expressar nossa resposta comprometida e amorosa no nosso seguimento a Jesus.

TERCEIRO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. CLAUDIA DIAS E COMUNIDADE SANTA DOROTEIA – RS

“Abraçai, com alegria e com amor, todas as ocasiões de sofrimento que se vos oferecerem… Estou certíssima de que, apesar da vida de sacrifício que levais (nas missões), o vosso coração estará sempre alegre.” – 867, 6.9

Nesta carta escrita às Irmãs do Brasil, Paula convida àquelas Irmãs e também a nós hoje, a assumirmos o sofrimento que se nos apresenta na vida com alegria e até abraçá-lo com amor. Alguns chamariam isso de masoquismo, loucura, coisa fora de moda, pois o homem pós-moderno busca a felicidade a todo custo e felicidade não casa com sofrimento, dor e morte. Porém, apesar do sofrimento não ser toda a vida, é parte dela, é inerente à vida humana e só pode ser conjugado na primeira pessoa do singular: eu sofro, eu sinto, eu vivo, eu morro. Ninguém pode sofrer no meu lugar ou por mim.

Paula não nos diz que devemos buscar o sofrimento, mas nos sugere encontrar-lhe o sentido quando ele bater à nossa porta, abraçando-o com alegria e amor. Ela nos orienta a encontrar na dor e nas dificuldades os nossos mais profundos sentimentos, esperanças, sonhos e, sobretudo, o profundo sentido da nossa existência e do próprio sofrimento. Paula o encontrava na intimidade do Coração do seu Bom Deus e na Sua Vontade. Que as palavras de Paula nos fortaleçam e nos iluminem nos momentos difíceis, quando nos sentirmos derrotados com a dor e a contrariedade que sofremos.

QUARTO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. MARIA ALBANIR / COMUNIDADE PAULA FRASSINETTI – PE

“Desejo, e muito lhe recomendo, que afaste de si toda a melancolia, que se trate e procure estar alegre, pensando que Deus faz participantes da sua Cruz aqueles que mais ama.” -340,2

Contemplamos a Cruz de Jesus como experiência de um grande amor que se entrega livremente pela salvação da humanidade e que a melancolia não faz parte da vida dos que abraçam com Jesus esta causa.

Entendemos esta recomendação de Santa Paula a suas irmãs e a cada um de nós como uma grande motivação, para vivermos com alegria e com fé os momentos difíceis, numa comunhão profunda com Jesus, na certeza de que através da acolhida da Sua Cruz, participaremos também da Sua ressurreição.

QUINTO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. ILDES LOBO E COMUNIDADE SANTA TERESA – MA

Ame muito, muito a Jesus! Mas, como não se pode amar a Jesus se não se ama, juntamente, a sua Cruz, ame o sofrimento e abrace com amor, como preciosos tesouros, todas as ocasiões que Deus lhe manda de poder sofrer alguma coisa, e sacrifique-se voluntariamente por Ele e em proveito do próximo, por seu amor.” – 367,5

O sofrimento é inerente à condição do ser humano. Sofremos por causa das nossas doenças e das doenças dos que são próximos, sofremos por causa da maldade e da injustiça que fere a dignidade de tantos nossos irmãos e irmãs, sofremos quando não somos acolhidos, respeitados, reconhecidos em nossos direitos. Muitos são os sofrimentos: mágoas, rancores, angústias, injustiças… Porém, quando associamos os nossos sofrimentos aos sofrimentos de Cristo que, por amor, deu sua vida por nós, entendemos que o nosso sofrimento, ressignificado, pode ser redentor, libertador. Aí, somos capazes de amar e suportar a nossa cruz, ajudar os irmãos a carregar a sua cruz, na certeza de Cristo não nos abandona, e nos ajuda a carregar. Com Ele o “fardo é suave e o peso é leve”.

SEXTO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. CECÍLIA FRANCISCHINI E COMUNIDADE ANJO DA GUARDA – SP

“As árvores que crescem no cimo dos montes, batidas sempre pelos ventos e tempestades, são mais fortes do que as que crescem nas planícies tranqüilas. Agradeçamos, pois, a Deus se, às vezes, não faz correr as coisas como quereríamos…” – 32,3

A trajetória espiritual de Santa Paula nos revela uma mulher “trabalhada pela vida”. Dessas que sabem estar à frente do seu tempo porque foram solidificadas pelo vento do Espírito e pelas tempestades do dia-dia. Dessas que não conhecem calmaria, porque a força do amor lhes faz frondosas e frutuosas para quantos delas se aproximam.  A reconstrução do nosso mundo neste tempo pandêmico precisa de mais pessoas assim, resistentes na luta. Que Santa Paula nos inspire no compromisso solidário diante das fragilidades e carências emergentes.

O Papa Francisco tem repetido que, duma pandemia, ninguém sai igual a como entrou. Há apenas duas alternativas: melhores ou piores. Para quem tem fé, este tem sido o tempo da formação e revelação de personalidades fortes, construídas pelas tempestades e contratempos. A escola da pandemia está nos dando a oportunidade de superar muitos limites pessoais e sociais. Sigamos o conselho de Santa Paula que nos convida a agradecer as contrariedades, na certeza de que Deus está conosco, formando um novo povo, capaz de nova humanidade!

SÉTIMO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. MÉRCIA MARIA E COMUNIDADE IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – PE

“Confie em Quem a colocou no lugar que ocupa; e, se necessário, Deus operará milagres por seu intermédio.” – 763,2

A nossa amada Fundadora Santa Paula Frassinetti é, e, sempre será, uma mulher sábia para todos os tempos, quando nos convoca a Confiar N’Aquele que é o nosso maior bem, maior tesouro, Jesus Cristo. Quando nos confirma que somos chamadas a viver o mistério do amor, na missão que nos é confiada, se faz necessário ter confiança, se entregar com amor e abraçar com audácia o caminho a percorrer, na certeza de que O Senhor quer contar conosco e que nos faz seus instrumentos e que se nós deixamos conduzir Ele faz maravilhas através de nós.

Santa Paula diz, que quando nos entregamos com coragem e amor à missão a nós confiada, seja qual for, temos ao nosso lado o grande autor da vida, o Bom Deus que, por mais difícil que venha a ser o lugar que ocupamos, o Senhor estará presente e operará muitos milagres, não nos deixa sós.  Com o   nosso coração aberto, tudo se faz conforme a Vontade daquele que nos dá vida e reina dentro de nós. Digamos Sim, como o fez Paula… o nosso mundo marcado por tantas formas de sofrimentos precisa de nós!

OITAVO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO: IR. MARIA DA CONCEIÇÃO E A COMUNIDADE FILHAS DA SANTA FÉ AUTAZES – AM

“Tende coragem; e, quanto mais virdes faltarem os meios humanos, maior deverá ser a vossa confiança em Deus, que, com a sua divina palavra, comprometeu-se a ajudar os que n’Ele confiam: “os Céus e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão.” – 273,4

Para nós que somos pessoas cristãs, não podemos nunca nos esquecer que a nossa vida não está limitada aos horizontes deste mundo e a nenhum meio humano.  À medida que nos abandonamos nas mãos de Deus estamos certas de que Ele vem sempre em nosso socorro. Sentimos que as nossas forças se multiplicam e somos capazes de enfrentar os obstáculos que encontramos em nossa caminhada, porque não estamos sozinhas, Deus jamais nos abandona.

NONO DIA DE NOVENA – REFLEXÃO:  IR. ANA MARIA CAMPOS E A COMUNIDADE PAULA FRASSINETTI – MG

“Tenha coragem e pense que estamos todos sob o manto de Maria, nossa querida Mãe; confie n’Ela e esteja tranqüilo.” – 37,2

Santa Paula, nossa mãe e mestra teve o privilégio de ser apresentada à Nossa Senhora no dia de seu Batismo e pequena ainda, com 6 anos, como os irmãos, se consagrou à Nossa Senhora. Era tradição estimada pelas famílias cristãs genovesas. As crianças, em procissão ofereciam à Maria um coração de prata, símbolo da oferta de seu pequenino ser. Colocava-se sob o manto de Maria, principalmente quando perdeu sua mãe, e Nossa Senhora foi para ela a querida MÃE a quem recorria em todas as necessidades deixando-a mais tranquila e confiante em sua proteção. Sempre recomendava às Irmãs a devoção à Maria e, que fizessem com fervor o mês de maio a ela consagrado e também, com todos na missão. Este pedido atendido com muito empenho pelas Irmãs proporcionou a muitos a conversão ao cristianismo mais autêntico e engajamento à Igreja Local.  Minha conversão e chamado à Vida Religiosa teve a semente lançada nas Celebrações do mês de maio e pelo testemunho de felicidade e alegria que fui percebendo nas Irmãs. Obrigada, Senhor! Obrigada Nossa Senhora! Obrigada Irmãs.